
Dias 22 a 24 · 16 a 18 de abril – 2026
Todo esse tempo, o sistema respondia uma pergunta: “quanto eu vendi?”. Nesses três dias, ele começou a responder outra, bem mais difícil e mais útil no dia a dia da loja: “o dinheiro que entrou bate com o que foi vendido?“.
Mas antes, um acerto de casa que já estava passando da hora. O projeto ainda carregava, lá no fundo, o nome improvisado que eu dei na primeira noite — aquela gambiarra de batismo de quem não sabia que ia longe. Finalmente rebatizei tudo, do começo ao fim, de Sistema de Gestão DMR. Parece detalhe, mas dar o nome certo é assumir que a coisa cresceu e veio pra ficar.
Feito isso, ataquei o caixa. Montei uma tela de Conferência de Caixa: ela junta o que entrou por cada meio — as plataformas de delivery, os pagamentos online — e mostra, lado a lado, quanto era esperado e quanto realmente caiu, separado por forma de pagamento. É o tipo de conta que, na mão, toma a manhã de um gerente e ainda sai com erro.
E aí comecei o módulo que promete ser um divisor de águas: o Fechamento de Caixa. A ideia é dar ao operador, no fim do expediente, uma tela simples pra fechar o caixa do dia — contar o que tem, bater com o que o sistema esperava e registrar. Montei o esqueleto: os cálculos, o jeito de ir salvando sozinho enquanto se preenche (pra não perder nada) e a primeira versão da tela. Ainda é o começo, mas já dá pra sentir pra onde vai.
Finalmente os anos conferindo caixa na unha serviram pra pra passar o aprendizado adiante.
A lição desses dias: um sistema fica adulto quando para de só te informar e começa a te ajudar a operar. Sair do “quanto vendi” pro “o caixa bate?” foi o sistema descer da sala do escritório pro balcão da loja — perto de onde o dinheiro de verdade passa. E foi aqui que ele deixou de ser meu projeto pessoal pra começar a virar ferramenta de trabalho da equipe inteira.
No próximo capítulo, esse fechamento de caixa ganha corpo — e com ele, as primeiras dores de fazer uma tela que gente de verdade, com pressa e no fim do turno, precisa usar sem errar.
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