
Dias 10 a 12 · 4 a 6 de abril – 2026
Todo projeto que cresce rápido chega num ponto em que vira uma gaveta bagunçada: funciona, mas tem coisa demais que ninguém usa. No começo de abril foi a vez de eu abrir essa gaveta e limpar.
Comecei pelo que ninguém vê: o banco de dados. Nas primeiras semanas eu tinha criado um monte de campo “por via das dúvidas” — informação que o sistema guardava e nunca olhava. Cada um era um peso morto que deixava tudo mais confuso de mexer. Fui removendo, um a um, com aquele friozinho de “e se eu precisar depois?”. Não precisei. O sistema ficou mais enxuto e bem mais fácil de entender.
Depois parti pra parte que todo mundo vê: a tela de subir os dados. Ela tinha nascido feia e funcional, do tipo “resolve, mas dá trabalho”. Redesenhei do zero, mais limpa e óbvia, e coloquei uma coisa que fazia falta — uma lista dos últimos arquivos enviados, pra bater o olho e saber o que já entrou sem ter que adivinhar. De quebra, cacei um filtro teimoso na tela de vendas do mês, que insistia em mostrar o período errado.
Nada disso vira um recurso novo e brilhante pra mostrar pra alguém. É trabalho invisível. Mas foi um dos dias em que mais senti o sistema “respirar” — como quando você organiza a oficina e de repente acha todas as ferramentas na hora que precisa.
Vou confessar: melhor mesmo desse dia foi ver os gráficos de vendas montando e desmontando sempre que eu mudava de marca. Jesus!! No excel isso dava um trabalhooo!
A lição da semana: às vezes progredir é subtrair. A gente acha que construir é só empilhar coisa nova, mas um sistema (como uma casa) também melhora quando você tira o que atrapalha. Código que você apaga é código que nunca mais vai te dar dor de cabeça.
No próximo capítulo, o dia mais louco até aqui: eu quis colocar inteligência artificial pra escrever as atas das reuniões — e entrei numa via-crúcis de trocar de robô três vezes antes de achar o caminho.
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