Troquei de robô três vezes

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Ilustração em estilo cartoon flat: um robô assistente teal entrega ao autor do diário a ata pronta de uma reunião, cercado pelos rascunhos descartados das tentativas, em clima de conquista.
com IA

Dias 13 a 15 · 7 a 9 de abril – 2026

Esse foi o dia em que eu quis ser esperto e a tecnologia me deu uma surra educativa.

A ideia era linda: toda reunião virar uma ata sem ninguém ter que sentar pra escrever. Eu jogava a transcrição da conversa, a inteligência artificial lia tudo e devolvia o resumo organizado — decisões, tarefas, responsáveis. Montei o módulo, liguei na IA e… funcionou de primeira. Bom demais pra ser verdade — e era.

O primeiro tapa veio da hospedagem: no plano grátis, qualquer tarefa que passa de 10 segundos é cortada no meio. E resumir uma reunião inteira demora bem mais que isso. A resposta vinha sempre picada. A saída foi fazer o texto pingar aos poucos na tela, em vez de esperar o resultado inteiro de uma vez — assim nada estoura o tempo. Primeiro muro vencido.

Aí veio o segundo: custo. Deixar a IA mais parruda trabalhando o dia todo pesava no bolso. Então comecei uma via-crúcis atrás da opção gratuita. Troquei pela IA do Google, a Gemini — e passei a manhã apanhando de erro de formato, modelo que não existia, resposta que não vinha. Larguei ela e fui pra uma terceira, a Groq, famosa por ser rápida e de graça — mas, pra caber no limite gratuito, eu tinha que cortar pedaços da reunião, e aí a ata saía capenga.

Depois de três robôs e uma manhã inteira, cheguei a uma conclusão que, no fundo, eu já suspeitava: voltei pro primeiro, o Claude, que fazia o serviço direito. Só que voltei sabendo exatamente por quê — tinha testado os outros na marra. No fim do dia ainda sobrou fôlego pra uns ajustes: juntar duas lojas que apareciam duplicadas e mostrar as porcentagens nos cartões de faturamento.

Interessante demais essa coisa de jogar pra IA resolver e terminar aprendendo a fazer com ela mesmo. Quase um ciclo vicioso.

A lição do dia: às vezes você precisa dar a volta ao mundo pra descobrir que a porta certa era a primeira. Não foi tempo perdido — foi o preço de saber, e não só achar, qual era a melhor escolha. Testar as alternativas transformou um palpite numa decisão.

E com as reuniões virando ata sozinhas, o sistema deu o primeiro passo pra algo maior: parar de só mostrar números e começar a pensar em cima deles. Mas isso é conversa pro próximo capítulo.

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