
Dias 7 a 9 · 1 a 3 de abril – 2026
Primeiro de abril, e a brincadeira foi comigo. O sistema já engolia as planilhas de venda numa boa — até o dia em que uma delas veio gorda demais.
Toda vez que eu tentava subir o arquivo mais pesado, a resposta era a mesma: erro. Demorei pra cair a ficha de que o problema não era o meu código — era um limite da hospedagem. No plano que eu usava, nada acima de 4,5 megabytes podia ser enviado pro servidor de uma vez. E a planilha de um mês inteiro, com todas as marcas juntas, passava disso fácil.
Eu tinha dois caminhos: pagar por um plano maior ou ser mais esperto. Escolhi o segundo. A virada foi mudar onde a conta é feita. Em vez de mandar o arquivo cru pro servidor mastigar, passei a mastigar no próprio navegador — o computador de quem usa lê a planilha, organiza os números ali mesmo e manda pro sistema só o resultado, já limpo e leve. O arquivo pesado nunca precisa viajar.
Fiz primeiro pra planilha que dava erro e, quando vi que funcionava, estendi pra todas as importações. De quebra ficou até mais rápido — o servidor parou de suar com arquivo grande. E ainda encaixei um detalhe bobo que me pouparia cliques pra sempre: um botão “marcar todos” na hora de escolher as lojas. Dessas coisinhas que a gente só sente falta depois de ter.
Brasileiro é danado mesmo. Sempre “criativo” pra fugir das adversidades. Eu não podia fugir dessa máxima.
A lição do dia: nem todo muro se derruba na força — às vezes se passa por baixo. O limite da hospedagem parecia um beco sem saída, mas a resposta não era um servidor mais caro, e sim fazer o trabalho num lugar mais inteligente. Restrição, de vez em quando, é o melhor professor de engenharia.
No próximo capítulo, a fase chata e necessária de toda obra: parar de construir cômodo novo e arrumar a casa — jogar fora o que não presta e deixar tudo mais leve pro que vem pela frente.
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