
Dias 4 a 6 · 29 a 31 de março – 2026
Três dias depois, o brinquedo já não era só meu. Outras pessoas precisavam usar — e isso muda tudo.
No dia 29 adicionei os primeiros usuários da equipe e, com eles, um monte de coisa “chata mas necessária”: resetar e apagar dados por estabelecimento, separar o que é de cada um. Também engordei os relatórios — comparar a semana com o mesmo período do mês anterior, olhar sábado e domingo separados. E tive minha primeira briga séria com versão de framework: uma atualização nova simplesmente parou de aceitar um jeito de montar as páginas que eu usava. Tive que refazer. (Bem-vindo a construir na ponta da tecnologia.)
No dia 30, mais lapidação — visão geral, comparativos, cancelamentos — e comecei a montar uma segunda peça do quebra-cabeça.
E aí veio o dia que, olhando pra trás, foi um divisor de águas. No dia 31 eu tinha duas coisas separadas: uma ferramenta de repasse/financeiro e um painel de vendas, cada uma por conta. Naquele dia juntei as duas numa só e dei um nome: Sistema de Gestão DMR. Parece pouco, mas foi o momento em que aquilo deixou de ser “uns experimentos que eu fiz” e virou um sistema — com identidade e um lugar pra crescer. No mesmo dia configurei a primeira “memória” do meu copiloto de IA, pra ele lembrar do projeto de um dia pro outro.
Aqui vale uma colocação bem pertinente: a equipe começou a entender do que se tratava, o poder da ferramenta e começou a demandar novos inputs e melhorias. Pensei: “me lasquei! Rsrsrsr. Agora o negócio ficou sério!”
A lição da primeira semana: ferramenta solta resolve um problema; sistema resolve o problema e aguenta crescer. Unificar cedo — dar um nome, um teto comum — foi o que abriu caminho pra tudo que veio depois.
E veio muita coisa. Porque esse “Sistema de Gestão” ainda nem sonhava que, uns meses à frente, viraria um portal tocado por robôs de IA com nome e personalidade. Mas isso é assunto pros próximos capítulos.
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