A primeira noite

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Ilustração em estilo cartoon: numa madrugada silenciosa, o autor do diário vê o primeiro painel funcionar na tela — planilhas bagunçadas virando números organizados —, cercado pelos quatro robôs assistentes coloridos e curiosos.
com IA

Dias 1 a 3 · 26 a 28 de março

Começou numa quarta-feira, quase 22h.

Tela preta, um primo tricolor online na tela que se dispôs a me ajudar a dar os primeiros passos, projeto vazio e uma ideia que não me deixava dormir: eu estava afogado em números de venda espalhados — cada plataforma de delivery, cada marca, um relatório num formato diferente. Eu queria um lugar só pra enxergar tudo.

Naquela noite criei o projeto do zero. Poucas horas depois já existia um primeiro painel: eu jogava a planilha que a plataforma cospe e ele me devolvia os números organizados, marca por marca. O primeiro parser. E, claro, o primeiro bug — as colunas vinham trocadas e os totais saíam errados. Passei um tempão só acertando “qual coluna é qual”. Fui dormir tarde (ou cedo…rsrs), mas com aquela sensação boba e ótima de ver a primeira tela funcionar.

Aqui uma pausa pra agradecer ao primo tricolor que me explicou o que é Commit, Vercel, Claude Code e trouxe a programação de volta a minha vida. No grupo dos primos ele profetizou: “Galera, ensinei McGyver a voltar a codar. Prevejo noites insones pela frente!”. Os próximos posts provarão que ele é de fato um profeta. 😂

No dia seguinte, deixei quieto. (Faz parte — nem todo dia é dia de código.)

Aí veio a primeira parede. No dia 28 eu quis tirar aquilo do meu computador e colocar no ar, pra acessar de qualquer lugar. E aprendi do jeito difícil a lição que todo mundo aprende uma vez: funcionava na minha máquina, mas quebrava publicado. O motivo? Eu salvava os arquivos localmente, e na nuvem não existe “a minha pasta” — cada vez que o serviço reinicia, some tudo. Tive que reescrever a parte de armazenamento pra usar um armazenamento de nuvem de verdade. Deu conflito, deu dor de cabeça pra deixar o acesso privado, mas no fim do dia estava no ar.

A lição dos 3 primeiros dias: ideia vira protótipo rápido — o difícil é a realidade (dado bagunçado, “na nuvem nada é local”). E que começar feio e funcionando vale mais que planejar bonito e não sair do papel.

No próximo capítulo, esse painel deixa de ser só meu: aparecem os primeiros usuários, uma briga com a versão de um framework, e o dia em que dois protótipos soltos viram um sistema com nome.

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